A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, esta manhã, um mandado de prisão e um de busca e apreensão contra um investigado no âmbito da Operação Orfeu, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, com foco na desarticulação de um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas e que utilizava o nome do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) para arrecadar falsas doações por meio de chaves Pix. Dois dos alvos foram localizados na cidade de Imperatriz (MA) e o terceiro em Lucas do Rio Verde.
A fraude tinha alcance nacional e fez vítimas no Distrito Federal e em outros Estados. O grupo usava uma falsa causa humanitária para enganar a população e obter vantagem ilícita, transformando a boa-fé das pessoas em golpe.
O uso indevido do nome do UNICEF era utilizado pelo grupo para conferir aparência de legitimidade às abordagens e induzir as vítimas a acreditar que os valores arrecadados seriam destinados a ações de proteção de crianças em situação de vulnerabilidade. Segundo as investigações, os recursos, na realidade, eram direcionados às atividades do grupo criminoso.
A fraude ultrapassa o prejuízo financeiro, uma vez que, segundo a polícia, ao explorar uma causa humanitária, os investigados também atacam a confiança da sociedade nas campanhas beneficentes legítimas, colocando em risco futuras doações destinadas a quem realmente necessita.
Os presos poderão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso, cujas penas, somadas, podem alcançar até 21 anos de reclusão, além de multa, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados ao longo das investigações.



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