Gonçalves dos Santos, de 33 anos, suspeito do feminicídio que vitimou Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, em Guarantã do Norte, morreu ontem em confronto com policiais no Paraguai. O suspeito havia fugido após o crime, levando o filho do casal, sendo localizado na região de fronteira entre Mato Grosso do Sul e o país vizinho.
De acordo com a Polícia Civil, após a identificação do paradeiro de Matheus, investigadores da Delegacia de Guarantã do Norte acionaram forças de segurança de Mato Grosso do Sul e do Paraguai para auxiliar nas buscas e efetuar sua prisão.
O suspeito foi localizado durante uma barreira policial realizada por agentes paraguaios. Segundo as informações repassadas às autoridades brasileiras, ele estava armado com duas armas de fogo e reagiu à abordagem, iniciando uma troca de tiros. Durante o confronto, Matheus foi baleado e morreu ainda no local. A criança que estava com ele foi acolhida pelo Conselho Tutelar do município de Sete Quedas, em Mato Grosso do Sul. Os procedimentos legais para o retorno do menor a Mato Grosso já estão em andamento.
Gleici Fátima Machado Ritter foi encontrada morta na manhã de terça-feira, em uma residência de Guarantã do Norte. No local, os investigadores constataram sinais de morte violenta e identificaram uma perfuração na região da cabeça compatível com disparo de arma de fogo. Próximo ao corpo foi encontrado um cartucho de espingarda, recolhido para perícia.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou os levantamentos necessários para auxiliar nas investigações.
As apurações apontam que Gleici mantinha um relacionamento com o homem, considerado o principal suspeito do crime. Segundo informações da polícia, o casal vivia junto e frequentemente se envolvia em discussões. O histórico de ocorrências envolvendo os dois era conhecido pelas autoridades. Os primeiros registros de violência doméstica foram feitos em 2023, quando a vítima procurou ajuda policial para denunciar agressões. Em 2024, novas intervenções ocorreram em razão de crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo.
Em julho do ano passado, ele foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica. Na ocasião, a Justiça concedeu medidas protetivas em favor de Gleici. Meses depois, porém, a vítima solicitou a revogação das medidas, o que resultou na liberdade do suspeito.
A Polícia Civil segue com os procedimentos investigativos para a conclusão do inquérito e o esclarecimento completo das circunstâncias do feminicídio.



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